Saudações Pessoas,
Quero pedir desculpas a todos que acompanham este blog, pois neste final de mês (abril) fiquei muito atribulado com o meu trabalho e a preparação de alguns atletas, o que demandou muito tempo do meu dia. Mas agora a situação está normalizada e novamente trarei mais informações para auxiliá-los em seus treinos. Tenho recebido muitos recados a respeito da especificidade do blog e de sua qualidade sobre as matérias postadas. Aproveito para agradecer os elogios recebidos, pois através destes comentários estarei direcionando os meus esforços em prol do desenvolvimento da área de treinamento esportivo e afins. Mais uma vez obrigado a todos os que acompanham o blog.
Nesta semana resolvi trazer um tema que tem continuidade com a planificação do treinamento esportivo. Trata-se do limiar ventilatório. Mas o que é este limiar?
Simplificadamente serve de parâmetro de capacidade e de referência para a prescrição de treinamento em exercícios de resistência aeróbica. A literatura científica afirma que a avaliação da aptidão física é fundamental para aqueles que visam atingir o auge da forma física em momento oportuno. Sendo assim, a aptidão física cardiorrespiratória pode ser quantificada de maneira precisa por testes de potência aeróbica, também denominados de ergoespirométricos.
Esta terminologia de limiar ventilatório (LV) foi proposta por dois pesquisadores em 1964 (Wasserman e McIlroy) com o intuito de determinar, de forma indireta (não invasiva), a intensidade de esforço em que o lactato no sangue sofre elevação em relação ao valor de repouso, durante teste de esforço progressivo. A formação do ácido láctico proveniente do metabolismo anaeróbico é importante por permitir a manutenção da atividade física durante o exercício intenso, ou seja, em seres humanos a concentração sanguínea de lactato aumenta exponencialmente com o exercício de intensidade.
Para o atleta entender como funciona isso, o limiar anaeróbio é determinado por meio das alterações ventilatórias (hiperventilação pulmonar, aumento da fração expirada de oxigênio, aumento das trocas gasosas - simplificadamente). Portanto quando estamos ofegantes durante a atividade de alta intensidade, provavelmente teremos atingido o limiar ventilatório. Entretanto, alguns indivíduos com doença pulmonar obstrutiva, obesos, sedentários, fumantes, essas respostas ventilatórias podem não estar presentes, sendo assim prejudicada a identificação do limiar anaeróbio.
Mas para que serve esta avaliação? Com certeza esta é a pergunta que vocês leitores devem estar se questionando. O limiar anaeróbio representa um intensidade de esforço em que ocorre o estado estável do exercício, possibilitando a manutenção do exercício de longa duração. Trata-se não apenas de um índice da aptidão cardiorrespiratória, mas também um importante indicador de intensidade de treinamento aeróbio.
Portanto, meus caros, realizar uma avaliação ergoespirométrica pode ser o indicador que faltavam para vocês atingirem novos objetivos na performance esportiva. Com certeza seus técnicos entrarão num consenso sobre a utilidade desta avaliação. Espero ter colaborado com suas dúvidas. Vou deixar um vídeo que representa como uma pessoa saudável pode ter uma melhor tolerância a acidose em situações de estresse físico.
Abraço a todos e bons treinos!
Treinar o corpo não basta. É preciso treinar a mente também, portanto leia!
terça-feira, 21 de abril de 2009
sábado, 4 de abril de 2009
MELHOR APROVEITAMENTO DO TREINAMENTO
Olá amigos,
Assim como eu havia dito, neste tópico trataremos do tema sobre como otimizar e quantificar a carga de treinamento. Lembrando a todos que estas informações são genéricas e não devem ser seguidas a risca. O blog tem a intenção de informar sobre os processos do treinamento esportivo e não treinar as pessoas através dele. Caso queiram maiores orientações procurem um profissional habilitado para isso.
Um dos desafios na montagem de programas de treino é justamente o fato de como otimizar a utilização de sobrecargas e de recuperação no atleta. O ganho máximo do desempenho é o produto final, mas a questão é: Existe uma fórmula ideal para a aplicação de cargas e de períodos de recuperação para se atingir o máximo desempenho?
Este tipo de questionamento dificilmente encontrará resposta na literatura científica e depende muito mais da experiência do técnico e de sua intuição na predição de programas de treinamento. A planificação do treinamento é uma das saídas para que as combinações ótimas de sobrecarga e recuperação possam acontecer com segurança.
Existem exames que podem afirmar se o treinamento e benéfico ou não para a performance do atleta. Estes exames são invasivos mas apresentam resultados que podem ser usados como referências para a aplicação de sobrecargas e recuperações ótimas.
Analisar a relação entre Cortisol e Testosterona pode ser uma delas. Isto porque a Testosterona é um hormônio produzido naturalmente pelo nosso organismo e está ligado diretamente ao ganho de massa muscular e redução da gordura corporal, estimulando o metabolismo favorecendo a utilização do substrato lipídico. De modo simplificado, a testosterona atua no organismo através da ação anabólica, juntamente com o Hormônio do Crescimento (hGH) e a Insulina, favorecendo a síntese protéica sendo essencial para o ganho de massa muscular. Já o hGH revitaliza o sistema imunológico, e estimula a ação anti-catabólica do tecido muscular, e por fim a Insulina é o meio de transporte de aminoácidos e glicose para dentro das células.
O Cortisol possui a ação contrária a Testosterona, pois ele decompõe o tecido muscular. Normalmente o Cortisol é liberado em situações de grande estresse físico e mental e alta temperatura, sendo caracterizado como principal hormônio catabólico. Apesar disso, o Cortisol controla a reação inflamatória do organismo e a quantidade de glicose no sangue durante os períodos de estresse.
Sendo assim, a relação entre estes hormônios pode ser um "termômetro' a respeito da predição de volume e intensidade de exercícios físicos. Num primeiro momento, utilizar-se de modelos matemáticos na organização dos treinos e períodos de treinamento, pode ser um boa opção na determinação do equilíbrio ótimo de sobrecarga e recuperação durantes os mesociclos.
Isto é apenas a ponta de um iceberg, pois há muitas áreas do treinamento esportivo que necessitam de pesquisas mais profundas sobre como quantificar o treinamento. Em minha metodologia de treino procuro quantificar as sessões de treinamento de diferentes durações e intensidades, nas quais sessões de curta duração e alta intensidade relacionam-se com sessões de longa duração e baixa intensidade.
Até a próxima!
Assim como eu havia dito, neste tópico trataremos do tema sobre como otimizar e quantificar a carga de treinamento. Lembrando a todos que estas informações são genéricas e não devem ser seguidas a risca. O blog tem a intenção de informar sobre os processos do treinamento esportivo e não treinar as pessoas através dele. Caso queiram maiores orientações procurem um profissional habilitado para isso.
Um dos desafios na montagem de programas de treino é justamente o fato de como otimizar a utilização de sobrecargas e de recuperação no atleta. O ganho máximo do desempenho é o produto final, mas a questão é: Existe uma fórmula ideal para a aplicação de cargas e de períodos de recuperação para se atingir o máximo desempenho?
Este tipo de questionamento dificilmente encontrará resposta na literatura científica e depende muito mais da experiência do técnico e de sua intuição na predição de programas de treinamento. A planificação do treinamento é uma das saídas para que as combinações ótimas de sobrecarga e recuperação possam acontecer com segurança.
Existem exames que podem afirmar se o treinamento e benéfico ou não para a performance do atleta. Estes exames são invasivos mas apresentam resultados que podem ser usados como referências para a aplicação de sobrecargas e recuperações ótimas.
Analisar a relação entre Cortisol e Testosterona pode ser uma delas. Isto porque a Testosterona é um hormônio produzido naturalmente pelo nosso organismo e está ligado diretamente ao ganho de massa muscular e redução da gordura corporal, estimulando o metabolismo favorecendo a utilização do substrato lipídico. De modo simplificado, a testosterona atua no organismo através da ação anabólica, juntamente com o Hormônio do Crescimento (hGH) e a Insulina, favorecendo a síntese protéica sendo essencial para o ganho de massa muscular. Já o hGH revitaliza o sistema imunológico, e estimula a ação anti-catabólica do tecido muscular, e por fim a Insulina é o meio de transporte de aminoácidos e glicose para dentro das células.
O Cortisol possui a ação contrária a Testosterona, pois ele decompõe o tecido muscular. Normalmente o Cortisol é liberado em situações de grande estresse físico e mental e alta temperatura, sendo caracterizado como principal hormônio catabólico. Apesar disso, o Cortisol controla a reação inflamatória do organismo e a quantidade de glicose no sangue durante os períodos de estresse.
Sendo assim, a relação entre estes hormônios pode ser um "termômetro' a respeito da predição de volume e intensidade de exercícios físicos. Num primeiro momento, utilizar-se de modelos matemáticos na organização dos treinos e períodos de treinamento, pode ser um boa opção na determinação do equilíbrio ótimo de sobrecarga e recuperação durantes os mesociclos.
Isto é apenas a ponta de um iceberg, pois há muitas áreas do treinamento esportivo que necessitam de pesquisas mais profundas sobre como quantificar o treinamento. Em minha metodologia de treino procuro quantificar as sessões de treinamento de diferentes durações e intensidades, nas quais sessões de curta duração e alta intensidade relacionam-se com sessões de longa duração e baixa intensidade.
Até a próxima!
sábado, 21 de março de 2009
PLANIFICAÇÃO... ALGUMAS REFLEXÕES!
Saudações prezados,
Pensar na planificação automaticamente nos faz pensar em efeitos da sobrecarga e regeneração do organismo. Sabe-se que o exercício promove uma alteração na homeostase do corpo dependendo do estímulo ao qual este sofre. Sendo assim, o exercício resultará num certo nível de fadiga, favorecendo a perda de capacidade de desempenho do atleta.
Após o período de sobrecarga o corpo humano procura restabelecer a homeostase, incluindo o estoque de energia endógena e a síntese da nova proteína. Esta recuperação será plena dependendo do grau de sobrecarga inicial e do deslocamento da homeostase, porém também será influenciado por qualquer carga a mais imposta durante o mesmo período.
Este processo pode superar o nível inicial da capacidade funcional, pois se o mesmo estresse ou carga fosse imposto novamente, a homeostase seria deslocada para um grau menor. Este processo é denominado de supercompensação, sendo que na prática isso significa uma melhoria no desempenho do atleta.
A periodização do treinamento está fundamentada na suposição de que a sobrecarga cumulativa produz um estímulo mais poderoso para uma subsequente supercompensação durante a fase de regeneração prolongada.
Rowbottom (2003) afirma que parecem ser três as suposições que vêm da análise científica racional da periodização. Primeiro, um aumento na carga de treinamento produziria um aumento na adaptação ou no rendimento mesmo em atletas bem-treinados. Segundo, haveria um ponto no qual essa carga aumentada não poderia ser tolerada por muito tempo ou no qual a adaptação cessaria de ocorrer. Terceiro, um período executado de recuperação ou descanso deveria resultar em um aumento na adaptação e consequentemente em um desempenho melhorado.
Em diversos estudos tem-se observado melhoria de desempenho depois dos aumentos a curto prazo na carga de treinamento de atletas já bem-treinados. Geralmente isso é alcançado pela introdução de intervalo de treinamento de alta intensidade dentro do programa de treinamento aeróbio. Este treinamento de intensidade varia de 4 a 6 semanas e seus resultados são significativos, atingindo uma margem de até 2,5% de aumento na performance do atleta. Uma estrutura de treino no mesociclo tem o potencial de produzir melhorias significativas no desempenho, para isto o treinador deverá avaliar a necessidade do atleta e qual o estímulo deverá sugerir.
Uma observação é importante citar. Aumentos constantes resultam em queda do desempenho, portanto é importante não manter o treinamento por períodos indefinidos. O atleta tende a atingir um platô de desenvolvimento e isso tem de ser respeitado.
Outro fator importante está na prática do Tapering ou treinamento reduzido. Diversos estudos confirmam o amplo benefício desta prática em vários tipos de esportes. Na prática o volume de treinamento precisa ser substancialmente reduzido para se ter algum efeito observável, enquanto a intensidade precisa ser mantida para trazer melhorias no desempenho.
Essa prática é realizada por diversos treinadores na conclusão de um período de treinamento antes das competições principais. Em essência, o plano de periodização proposto de forma sistemática e rotineira prevê períodos de treinamento reduzido por todo o programa na conclusão de cada mesociclo.
O tema sobre planificação é extenso e segue diversas linhas de raciocínio. O que estou expondo a vocês é a metodologia que eu utilizo nos meus treinamentos, e nos treinamentos de meus clientes e atletas. Ainda existem mais algumas observações que deixarei para a próxima postagem, sendo assim aguardo comentários e críticas sobre esta proposta.
Na próxima postagem o tema será sobre como otimizar a sobrecarga do treinamento, quantificação, e indicadores de sobrecarga e recuperação. Abraço a todos e boa semana!
Pensar na planificação automaticamente nos faz pensar em efeitos da sobrecarga e regeneração do organismo. Sabe-se que o exercício promove uma alteração na homeostase do corpo dependendo do estímulo ao qual este sofre. Sendo assim, o exercício resultará num certo nível de fadiga, favorecendo a perda de capacidade de desempenho do atleta.
Após o período de sobrecarga o corpo humano procura restabelecer a homeostase, incluindo o estoque de energia endógena e a síntese da nova proteína. Esta recuperação será plena dependendo do grau de sobrecarga inicial e do deslocamento da homeostase, porém também será influenciado por qualquer carga a mais imposta durante o mesmo período.
Este processo pode superar o nível inicial da capacidade funcional, pois se o mesmo estresse ou carga fosse imposto novamente, a homeostase seria deslocada para um grau menor. Este processo é denominado de supercompensação, sendo que na prática isso significa uma melhoria no desempenho do atleta.
A periodização do treinamento está fundamentada na suposição de que a sobrecarga cumulativa produz um estímulo mais poderoso para uma subsequente supercompensação durante a fase de regeneração prolongada.
Rowbottom (2003) afirma que parecem ser três as suposições que vêm da análise científica racional da periodização. Primeiro, um aumento na carga de treinamento produziria um aumento na adaptação ou no rendimento mesmo em atletas bem-treinados. Segundo, haveria um ponto no qual essa carga aumentada não poderia ser tolerada por muito tempo ou no qual a adaptação cessaria de ocorrer. Terceiro, um período executado de recuperação ou descanso deveria resultar em um aumento na adaptação e consequentemente em um desempenho melhorado.
Em diversos estudos tem-se observado melhoria de desempenho depois dos aumentos a curto prazo na carga de treinamento de atletas já bem-treinados. Geralmente isso é alcançado pela introdução de intervalo de treinamento de alta intensidade dentro do programa de treinamento aeróbio. Este treinamento de intensidade varia de 4 a 6 semanas e seus resultados são significativos, atingindo uma margem de até 2,5% de aumento na performance do atleta. Uma estrutura de treino no mesociclo tem o potencial de produzir melhorias significativas no desempenho, para isto o treinador deverá avaliar a necessidade do atleta e qual o estímulo deverá sugerir.
Uma observação é importante citar. Aumentos constantes resultam em queda do desempenho, portanto é importante não manter o treinamento por períodos indefinidos. O atleta tende a atingir um platô de desenvolvimento e isso tem de ser respeitado.
Outro fator importante está na prática do Tapering ou treinamento reduzido. Diversos estudos confirmam o amplo benefício desta prática em vários tipos de esportes. Na prática o volume de treinamento precisa ser substancialmente reduzido para se ter algum efeito observável, enquanto a intensidade precisa ser mantida para trazer melhorias no desempenho.
Essa prática é realizada por diversos treinadores na conclusão de um período de treinamento antes das competições principais. Em essência, o plano de periodização proposto de forma sistemática e rotineira prevê períodos de treinamento reduzido por todo o programa na conclusão de cada mesociclo.
O tema sobre planificação é extenso e segue diversas linhas de raciocínio. O que estou expondo a vocês é a metodologia que eu utilizo nos meus treinamentos, e nos treinamentos de meus clientes e atletas. Ainda existem mais algumas observações que deixarei para a próxima postagem, sendo assim aguardo comentários e críticas sobre esta proposta.
Na próxima postagem o tema será sobre como otimizar a sobrecarga do treinamento, quantificação, e indicadores de sobrecarga e recuperação. Abraço a todos e boa semana!
segunda-feira, 9 de março de 2009
CONTINUAÇÃO... PERIODIZAÇÃO E PLANIFICAÇÃO
Saudações pessoas,
Desculpem-me pela demora a postar novas informações, mas tive alguns contratempos que impediram a concretização desta na semana passada. Agora com tudo normalizado vamos ao que interessa.
Durante o intervalo entre esta postagem e a anterior procurei aprofundar um pouco mais na questão da periodização, e resolvi finalizar sobre esta temática trazendo uma discussão dos prós e contras da periodização sugerida por Matveev durante os anos 60, sendo que a mesma é utilizada nos dias atuais.
Já foi dito o quanto a planificação dos treinos pode ser útil a fim de se atingir determinados objetivos com êxito, ou seja, a sistematização do treinamento serve para maximilizar os potenciais físicos e psicológicos do atleta. Mas como estruturar o treino é o grande "X" do problema.
A estrutura sugerida por Matveev (1981) baseia-se em blocos construtores, tendo o treinamento semanal denominado como microciclo, formando outros blocos construtores de unidades discretas denominadas mesociclos - que duram apenas algumas semanas, e por fim, um número de repetidos mesociclos forma o denominado macrociclo. O problema dessas estruturações fica por conta de ignorar os conhecimentos fisiológicos e biológicos individuais dos seres humanos. Isto porque nem todo atleta corresponde a determinado tipo de treino, cada qual possui sua especificidade, o que leva alguns treinadores a cometer erros durante a estruturação de treinos.
Ainda pensando no modelo estruturado por Matveev, Verkhoshansky (1998) faz duras críticas sobre a formulação desta periodização, que teve como base um estudo relativamente breve na preparação de atletas durante os anos 50, sobre apenas três modalidades esportivas (natação, levantamento de peso e atletismo) sendo impossível considerar esta metodologia como universal. Além disso, pela metodologia do professor Matveev, não é possível prever soluções metódicas eficazes para os problemas da preparação especializada para competições e para a preparação física específica de atletas nas diversas disciplinas esportivas.
Isto pode ser mais bem explicado, quando no período preparatório fica restrita somente a construção das bases do atleta e a verificação de sua forma esportiva, enquanto no período de competição são destinadas as mesmas preparações (estabilização, manutenção) compostas por mesociclos de competição e transição, sendo que o nível de treinamento é somente mantido e não desenvolvido. Atualmente o nível de treinamento do atleta é mantido e desenvolvido no período competitivo, ou seja, a buscas por melhores resultados acontece em treino e na competição.
Somente para ter uma idéia da complexidade que é organizar um treinamento de resistência para esportes cíclicos, no período preparatório é aconselhado realizar uma cadeia de mesociclos (adaptação, base com caráter de desenvolvimento, base com caráter de estabilização, base com caráter de choque, preparatório com caráter de controle, polimento e pré-competição) que dentro das suposições de Matveev não cabem dentro de sua forma. Sendo que sua metodologia de preparação esportiva não prediz qual a melhor forma para se realizar tais treinamentos.
Não se pode focar somente em volume e intensidade durante o processo de treinamento esportivo. Existem diversas variáveis que devem ser treinadas durante o processo de desenvolvimento do atleta. Então, estruturar o treinamento garante não somente resultados, mas garante a longevidade esportiva.
Independente das críticas de Verkhoshansky (e que não somente ele, mas Weineck, Gambetta, Bompa, Tschiene, Bondarchuk com Tschiene, Marquez, entre outros), a metodologia do professor Matveev continua em prática. A idéia foi justamente de trazer essa discussão para aqueles que acompanham este blog e possuem opiniões formadas sobre o treinamento esportivo. Pensar sobre a metodologia que utilizamos em nossos treinamentos é algo que devemos fazer constantemente. Se quisermos evolução devemos considerar todos estes parênteses.
A minha proposta de treinamento segue os moldes do professor Matveev (microciclos, mesociclos e macrociclos) para atletas iniciantes, ou seja, tendo em sua estrutura os períodos de preparação – aquisição da forma esportiva, período competitivo – manutenção da forma esportiva, e período transitório – perda temporal da forma esportiva.

A figura acima representa a dinâmica entre volume e intensidade de um ciclo anual de treino proposto pelo professor Matveev.
A relação proposta por Matveev está entre a fase temporal da forma esportiva juntamente com a estruturação dos períodos de treinamento, sendo que, o fundamento está na transferência positiva dos grandes volumes gerais de cargas de trabalho durante o início do treinamento para uma maior especificidade na continuidade do mesmo.
Considerando que a maioria dos atletas amadores não depende única e exclusivamente do esporte para sobreviver (muitos possuem atividades laborais como o estudo, trabalho, entre outros) os microciclos de treinamento são estabelecidos nos moldes semanais, ou seja, durante os 7 dias da semana. Isto acaba facilitando a organização entre a vida cotidiana e a vida esportiva do atleta.
Considerar a especificidade do treino e o nível de preparação do atleta é outro fator importante durante a estruturação dos treinos. A adaptação multilateral do atleta é influenciada diretamente por estímulos unilaterais, que vão provocar uma adaptação concentrada no sentido de preparação geral do atleta.
É nessa hora que o atleta deverá se concentrar em diversos tipos de estímulos para desenvolver suas capacidades técnicas, físicas e específicas (velocidade, força, recuperação, resistência, fatores psicológicos).
O que o atleta deve compreender é que durante a construção das capacidades físicas, as mesmas são divididas em fases de destruição, regeneração e supercompensação. Durante a regeneração o organismo procura se adaptar ao estímulo que recebeu, portanto a fase de regeneração serve para aumentar o nível de treinamento do atleta. Daí dada à importância para o descanso do atleta. Não adianta pegar pesado sempre!
Outro fator fundamental para que esta estruturação possa ter êxito está implicitamente ligada ao período de recuperação. Se a recuperação for equilibrada com o volume de treino realizado haverá um ótimo aproveitamento do estímulo. Se a recuperação for grande demasiada, não ocorrerão as adaptações necessárias no organismo. E por fim, se a recuperação for curta demais, o atleta poderá entrar em overtraining – sobrecarrega o organismo apresentando resultados indesejáveis.
Com relação aos mesociclos, a construção destes não possui bases sólidas na ciência do treinamento – daí as críticas severas a metodologia de estruturação proposta por Matveev – e dependem da experiência técnica para a sua estruturação. Novamente é possível montar ciclos, desta vez mensal, para poder aperfeiçoar os efeitos acumulativos do treinamento.
Tudo isso dependerá também do nível de atividade do atleta, da quantidade e qualidade das cargas de trabalho utilizadas, e da cadência biológica na adaptação destas. A constituição de mesociclos mensais é uma boa oportunidade para aqueles que necessitam deste tipo de organização, como é o caso das mulheres – ciclo menstrual.
As características do mesociclo são semelhantes as do microciclo – devem ser construídas por blocos, mas que tem por finalidade evitar a monotonia, garantir elevados ritmos de desenvolvimento, e obter maior controle sobre as influencias das cargas de treinamento no organismo do atleta.
A tendência atual é estruturar planos de treinamento em torno de um ciclo de treinamento anual. O desempenho e as metas de desenvolvimento podem ser estabelecidos em uma base anual, e os campeonatos será o foco no ano de treinamento.
Na próxima semana continuarei com o tema de planificação, comentando um pouco mais sobre sua especificidade. Também tentarei trazer algo sobre a planificação no Triathlon para amadores. Desejo a todos uma boa semana.
Bons treinos!
REFERÊNCIAS CONSULTADAS
BOMPA, T. Periodização: Teoria e Metodologia do Treinamento.
FARTO, E. R. Estrutura e planificação do treinamento esportivo. http://www.efdeportes.com/
GARRETT JR., W. E. A ciência do exercício e dos esportes.
VERKOSHANSKI, Y. V. Para uma teoria e metodologia científica do treinamento esportivo. A crise da concepção da periodização do treinamento
no esporte de alto nível. http://www.efdeportes.com/
WEINECK, J. Treinamento Ideal.
Desculpem-me pela demora a postar novas informações, mas tive alguns contratempos que impediram a concretização desta na semana passada. Agora com tudo normalizado vamos ao que interessa.
Durante o intervalo entre esta postagem e a anterior procurei aprofundar um pouco mais na questão da periodização, e resolvi finalizar sobre esta temática trazendo uma discussão dos prós e contras da periodização sugerida por Matveev durante os anos 60, sendo que a mesma é utilizada nos dias atuais.
Já foi dito o quanto a planificação dos treinos pode ser útil a fim de se atingir determinados objetivos com êxito, ou seja, a sistematização do treinamento serve para maximilizar os potenciais físicos e psicológicos do atleta. Mas como estruturar o treino é o grande "X" do problema.
A estrutura sugerida por Matveev (1981) baseia-se em blocos construtores, tendo o treinamento semanal denominado como microciclo, formando outros blocos construtores de unidades discretas denominadas mesociclos - que duram apenas algumas semanas, e por fim, um número de repetidos mesociclos forma o denominado macrociclo. O problema dessas estruturações fica por conta de ignorar os conhecimentos fisiológicos e biológicos individuais dos seres humanos. Isto porque nem todo atleta corresponde a determinado tipo de treino, cada qual possui sua especificidade, o que leva alguns treinadores a cometer erros durante a estruturação de treinos.
Ainda pensando no modelo estruturado por Matveev, Verkhoshansky (1998) faz duras críticas sobre a formulação desta periodização, que teve como base um estudo relativamente breve na preparação de atletas durante os anos 50, sobre apenas três modalidades esportivas (natação, levantamento de peso e atletismo) sendo impossível considerar esta metodologia como universal. Além disso, pela metodologia do professor Matveev, não é possível prever soluções metódicas eficazes para os problemas da preparação especializada para competições e para a preparação física específica de atletas nas diversas disciplinas esportivas.
Isto pode ser mais bem explicado, quando no período preparatório fica restrita somente a construção das bases do atleta e a verificação de sua forma esportiva, enquanto no período de competição são destinadas as mesmas preparações (estabilização, manutenção) compostas por mesociclos de competição e transição, sendo que o nível de treinamento é somente mantido e não desenvolvido. Atualmente o nível de treinamento do atleta é mantido e desenvolvido no período competitivo, ou seja, a buscas por melhores resultados acontece em treino e na competição.
Somente para ter uma idéia da complexidade que é organizar um treinamento de resistência para esportes cíclicos, no período preparatório é aconselhado realizar uma cadeia de mesociclos (adaptação, base com caráter de desenvolvimento, base com caráter de estabilização, base com caráter de choque, preparatório com caráter de controle, polimento e pré-competição) que dentro das suposições de Matveev não cabem dentro de sua forma. Sendo que sua metodologia de preparação esportiva não prediz qual a melhor forma para se realizar tais treinamentos.
Não se pode focar somente em volume e intensidade durante o processo de treinamento esportivo. Existem diversas variáveis que devem ser treinadas durante o processo de desenvolvimento do atleta. Então, estruturar o treinamento garante não somente resultados, mas garante a longevidade esportiva.
Independente das críticas de Verkhoshansky (e que não somente ele, mas Weineck, Gambetta, Bompa, Tschiene, Bondarchuk com Tschiene, Marquez, entre outros), a metodologia do professor Matveev continua em prática. A idéia foi justamente de trazer essa discussão para aqueles que acompanham este blog e possuem opiniões formadas sobre o treinamento esportivo. Pensar sobre a metodologia que utilizamos em nossos treinamentos é algo que devemos fazer constantemente. Se quisermos evolução devemos considerar todos estes parênteses.
A minha proposta de treinamento segue os moldes do professor Matveev (microciclos, mesociclos e macrociclos) para atletas iniciantes, ou seja, tendo em sua estrutura os períodos de preparação – aquisição da forma esportiva, período competitivo – manutenção da forma esportiva, e período transitório – perda temporal da forma esportiva.

A figura acima representa a dinâmica entre volume e intensidade de um ciclo anual de treino proposto pelo professor Matveev.
A relação proposta por Matveev está entre a fase temporal da forma esportiva juntamente com a estruturação dos períodos de treinamento, sendo que, o fundamento está na transferência positiva dos grandes volumes gerais de cargas de trabalho durante o início do treinamento para uma maior especificidade na continuidade do mesmo.
Considerando que a maioria dos atletas amadores não depende única e exclusivamente do esporte para sobreviver (muitos possuem atividades laborais como o estudo, trabalho, entre outros) os microciclos de treinamento são estabelecidos nos moldes semanais, ou seja, durante os 7 dias da semana. Isto acaba facilitando a organização entre a vida cotidiana e a vida esportiva do atleta.
Considerar a especificidade do treino e o nível de preparação do atleta é outro fator importante durante a estruturação dos treinos. A adaptação multilateral do atleta é influenciada diretamente por estímulos unilaterais, que vão provocar uma adaptação concentrada no sentido de preparação geral do atleta.
É nessa hora que o atleta deverá se concentrar em diversos tipos de estímulos para desenvolver suas capacidades técnicas, físicas e específicas (velocidade, força, recuperação, resistência, fatores psicológicos).
O que o atleta deve compreender é que durante a construção das capacidades físicas, as mesmas são divididas em fases de destruição, regeneração e supercompensação. Durante a regeneração o organismo procura se adaptar ao estímulo que recebeu, portanto a fase de regeneração serve para aumentar o nível de treinamento do atleta. Daí dada à importância para o descanso do atleta. Não adianta pegar pesado sempre!
Outro fator fundamental para que esta estruturação possa ter êxito está implicitamente ligada ao período de recuperação. Se a recuperação for equilibrada com o volume de treino realizado haverá um ótimo aproveitamento do estímulo. Se a recuperação for grande demasiada, não ocorrerão as adaptações necessárias no organismo. E por fim, se a recuperação for curta demais, o atleta poderá entrar em overtraining – sobrecarrega o organismo apresentando resultados indesejáveis.
Com relação aos mesociclos, a construção destes não possui bases sólidas na ciência do treinamento – daí as críticas severas a metodologia de estruturação proposta por Matveev – e dependem da experiência técnica para a sua estruturação. Novamente é possível montar ciclos, desta vez mensal, para poder aperfeiçoar os efeitos acumulativos do treinamento.
Tudo isso dependerá também do nível de atividade do atleta, da quantidade e qualidade das cargas de trabalho utilizadas, e da cadência biológica na adaptação destas. A constituição de mesociclos mensais é uma boa oportunidade para aqueles que necessitam deste tipo de organização, como é o caso das mulheres – ciclo menstrual.
As características do mesociclo são semelhantes as do microciclo – devem ser construídas por blocos, mas que tem por finalidade evitar a monotonia, garantir elevados ritmos de desenvolvimento, e obter maior controle sobre as influencias das cargas de treinamento no organismo do atleta.
A tendência atual é estruturar planos de treinamento em torno de um ciclo de treinamento anual. O desempenho e as metas de desenvolvimento podem ser estabelecidos em uma base anual, e os campeonatos será o foco no ano de treinamento.
Na próxima semana continuarei com o tema de planificação, comentando um pouco mais sobre sua especificidade. Também tentarei trazer algo sobre a planificação no Triathlon para amadores. Desejo a todos uma boa semana.
Bons treinos!
REFERÊNCIAS CONSULTADAS
BOMPA, T. Periodização: Teoria e Metodologia do Treinamento.
FARTO, E. R. Estrutura e planificação do treinamento esportivo. http://www.efdeportes.com/
GARRETT JR., W. E. A ciência do exercício e dos esportes.
VERKOSHANSKI, Y. V. Para uma teoria e metodologia científica do treinamento esportivo. A crise da concepção da periodização do treinamento
no esporte de alto nível. http://www.efdeportes.com/
WEINECK, J. Treinamento Ideal.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
PERIODIZAÇÃO... CONTINUAÇÃO
Prezados,
Continuando o assunto sobre periodização, este é um tema que sempre traz novas discussões a respeito de metodologias empregadas no treinamento esportivo. A ciência ainda discute qual o melhor método de treinamento esportivo, porém os cientistas do esporte entram num consenso quando cita-se a importância da estruturação do treino para o êxito dentro da prática esportiva.
Do que tenho conhecimento, os sistemas de treinamento atuais foram baseados em estudos da escola russa, começando pelos estudos de Kotov (1917) que basicamente eram divididos em:
- Etapa Geral - desenvolvimento do sistema cardiovascular e respiratório;
- Etapa Preparatória - desenvolvimento da força e resistência muscular; e
- Etapa Específica - preparação para uma modalidade e/ou prova específica.
Sendo assim, muito outros estudiosos do treinamento surgiram com suas concepções. Dentre esses cito o professor Matveev (1965) que apresenta a proposta da concepção da periodização do treinamento. Esta concepção consiste numa estruturação linear e que tem como base os chamados Microciclos, ou seja, o treinamento é composto por microciclos padronizados. Logo em seguida, a construção destes microciclos faz surgir o Mesociclo, que também possui formação linear e padronizada tendo especificidades como características (por exemplo, período de base, preparatório, polimento, recuperação, entre outros). Sendo assim, para completar esta cadeia denomina-se o Macrociclo, que pode ser anual ou pluri-anual.
Estas informações são de conhecimento geral de atletas, tanto de iniciantes, como de avançados. O problema é que este tipo de treinamento não possui bases científicas sólidas, e portanto é questionado no meio acadêmico. Mesmo tendo sua teoria questionada, este tipo de estruturação de treinamento pode ser utilizado em atletas iniciantes, mas que não surti efeitos positivos em atletas de alto-rendimento.
O que eu quero deixar claro para os que acompanham este blog é que a periodização é parte importante durante o processo de planificação de treinos. Sem este tipo de estruturação não é possível avaliar se o atleta apresenta desenvolvimento esportivo ou não. Além disso, deve-se considerar todas as características possíveis do atleta, ou seja, cada atleta possui sua periodização e planificação. Empirismo e improviso não são admitidos nesta fase.
Em breve eu aprofundarei nesta questão, pois é a partir daqui que surgem as concepções de treinamento e o modo como se pode treinar. Caso queiram comentar e acrescentar outras informações sintam-se a vontade.
Abraço a todos e até breve.
Continuando o assunto sobre periodização, este é um tema que sempre traz novas discussões a respeito de metodologias empregadas no treinamento esportivo. A ciência ainda discute qual o melhor método de treinamento esportivo, porém os cientistas do esporte entram num consenso quando cita-se a importância da estruturação do treino para o êxito dentro da prática esportiva.
Do que tenho conhecimento, os sistemas de treinamento atuais foram baseados em estudos da escola russa, começando pelos estudos de Kotov (1917) que basicamente eram divididos em:
- Etapa Geral - desenvolvimento do sistema cardiovascular e respiratório;
- Etapa Preparatória - desenvolvimento da força e resistência muscular; e
- Etapa Específica - preparação para uma modalidade e/ou prova específica.
Sendo assim, muito outros estudiosos do treinamento surgiram com suas concepções. Dentre esses cito o professor Matveev (1965) que apresenta a proposta da concepção da periodização do treinamento. Esta concepção consiste numa estruturação linear e que tem como base os chamados Microciclos, ou seja, o treinamento é composto por microciclos padronizados. Logo em seguida, a construção destes microciclos faz surgir o Mesociclo, que também possui formação linear e padronizada tendo especificidades como características (por exemplo, período de base, preparatório, polimento, recuperação, entre outros). Sendo assim, para completar esta cadeia denomina-se o Macrociclo, que pode ser anual ou pluri-anual.
Estas informações são de conhecimento geral de atletas, tanto de iniciantes, como de avançados. O problema é que este tipo de treinamento não possui bases científicas sólidas, e portanto é questionado no meio acadêmico. Mesmo tendo sua teoria questionada, este tipo de estruturação de treinamento pode ser utilizado em atletas iniciantes, mas que não surti efeitos positivos em atletas de alto-rendimento.
O que eu quero deixar claro para os que acompanham este blog é que a periodização é parte importante durante o processo de planificação de treinos. Sem este tipo de estruturação não é possível avaliar se o atleta apresenta desenvolvimento esportivo ou não. Além disso, deve-se considerar todas as características possíveis do atleta, ou seja, cada atleta possui sua periodização e planificação. Empirismo e improviso não são admitidos nesta fase.
Em breve eu aprofundarei nesta questão, pois é a partir daqui que surgem as concepções de treinamento e o modo como se pode treinar. Caso queiram comentar e acrescentar outras informações sintam-se a vontade.
Abraço a todos e até breve.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
PERIODIZAÇÃO
Saudações Caríssimos!
Primeiramente quero agradecer a todos pelas contribuições e postagens neste blog. Fico lisonjeado pela confiança e reconheço o tamanho da minha responsabilidade para com todos os atletas que necessitam de orientação em seus treinamentos. Sendo assim, mais uma vez agradeço a vocês!
Sobre a minha última postagem verifiquei que muitos atletas ficaram com dúvidas a respeito da organização dos seus treinamentos. O importante é que todos já tem traçados determinados objetivos para o ano de 2009, e isto facilita o trabalho de planejamento de treinos.
Também é importante ressaltar que, todas estas informações aqui postadas são generalistas e tem como propósito auxiliar atletas que não possuem qualquer assistência técnica para a prática de seus treinos. Casos específicos necessitam de orientações específicas. Mas isso não descarta a possibilidade de vocês utilizarem estas informações na construção de seus treinos.
Então vamos ao que nos interessa, treinamento!!!
Pensar em periodização de treino é pensar também em princípios de treinamento. E quando se fala em princípios de treinamento temos em mente que são as primeiras coisas que devem ser levadas em consideração para a objetivação eficaz de um programa de treino. Para isto, eu tenho utilizado um autor bastante interessante, que retrata de modo simplificado, a importância da consideração destes princípios.
Maglischo (1999) cita que, para que um programa de treinamento possa ser bem sucedido deve-se levar em consideração os seguintes princípios:
1- Adaptação;
2- Sobrecarga;
3- Progressão;
4- Especificidade.
Todos estes princípios devem ser levados em consideração em quaisquer tipo de treinamentos para esporte de rendimento. Mas o que isto quer dizer?
Quer dizer que, para que o atleta consiga participar de uma prova dentro de sua capacidade máxima, este atleta deve seguir cada etapa dos princípios de treinamento para ter um êxito positivo em suas provas.
Mas o que são estes princípios?
Simplificadamente são os processos pelos quais o atleta em treinamento deve obedecer para alcançar as metas traçadas.
E como treinar sob estes princípios?
Alguns autores citam que a individualidade biológica faz parte dos princípios de treinamento. De fato deve-se considerar as características genéticas dos atletas para cada determinada preparação. Isto é fundamental para quem está iniciando em qualquer esporte. Mas o princípio da adaptação pode se encarregar em parte na construção de um atleta para determinado tipo de prova.
Ao se iniciar uma prática esportiva, ou então, quando se aumenta a demanda do treino, acontece o princípio da adaptação, que como o próprio nome já diz, é o processo de adaptação do organismo a determinada carga de estresse (seja ele fisiológico, metabólico, psicológico, entre outros). Durante este processo de adaptação deve ocorrer:
- a criação da necessidade de mais energia com o treinamento;
- o fornecimento adequado de nutrientes para a construção dos tecidos; e
- o descanso adequado para a construção e reparo dos mesmos tecidos.
O próximo passo fica por conta da sobrecarga. No princípio da sobrecarga o atleta deve ser estimulado de modo a superar suas capacidades já adquiridas com o treinamento anterior. Ou seja, os estímulos devem ser superiores aos que já são impostos usualmente. Este princípio tem uma fácil determinação, porém sua aplicação é complexa e pode comprometer todo um trabalho de base, tendo como resultado as conhecidas lesões e o supertreinamento (overtraining).
A sobrecarga continuará a ter validade até o momento do atleta atingir um nível de adaptação a mesma. A partir de então entra o princípio da progressão, que pode interferir tanto na intensidade, como no volume de treino, antes que possa causar uma nova adaptação. A progressão pode ser trabalhada nos aspectos de velocidade de repetições e tiros de treino, ou então na quantidade destas repetições. Pode-se trabalhar este princípio também sobre o intervalo de repouso entre as repetições.
Dentro da progressão podemos citar a continuidade/reversibilidade - simplificadamente são os altos e baixos do treinamento e que possuem extrema importância durante o processo de sobrecarga e progressão. E também a interdependência de volume x intensidade, que possuem valores inversamente proporcionais e vice-e-versa.
Por fim, chegamos ao princípio da especificidade. Este é em minha opinião o mais complexo dos princípios a ser trabalhado durante o processo de preparação de atletas. Digo isto pois, devido a complexidade do ser humano, não é possível estabelecer um único parâmetro para a preparação de uma atleta. No treinamento a especificidade deve incluir três importantes aspectos:
- sistemas de energia;
- fibras musculares;
- velocidades de competição.
Encontrar o equilíbrio entre estas valências é o "X" da questão. Para isto, a relação intrínseca entre treinador e atleta se faz necessária.
Portanto, ao se respeitar estes princípios de treinamento, o atleta conseguirá ter uma melhor perspectiva sobre seus possíveis resultados dentro de uma competição e até sobre um novo tipo de treino. A relação entre técnico e atleta deve ser estreita, pois através do planejamento de um, observa-se o resultado de outro, para assim surgir novas perspectivas.
Acredito que estas novas informações rechearão a cabeças de vocês com dúvidas e esclarecimentos. Vou aguardar as contribuições de vocês, e daqui há 15 dias estarei aqui postando assuntos relacionados ao tema.
Um grande abraço e até mais!
Primeiramente quero agradecer a todos pelas contribuições e postagens neste blog. Fico lisonjeado pela confiança e reconheço o tamanho da minha responsabilidade para com todos os atletas que necessitam de orientação em seus treinamentos. Sendo assim, mais uma vez agradeço a vocês!
Sobre a minha última postagem verifiquei que muitos atletas ficaram com dúvidas a respeito da organização dos seus treinamentos. O importante é que todos já tem traçados determinados objetivos para o ano de 2009, e isto facilita o trabalho de planejamento de treinos.
Também é importante ressaltar que, todas estas informações aqui postadas são generalistas e tem como propósito auxiliar atletas que não possuem qualquer assistência técnica para a prática de seus treinos. Casos específicos necessitam de orientações específicas. Mas isso não descarta a possibilidade de vocês utilizarem estas informações na construção de seus treinos.
Então vamos ao que nos interessa, treinamento!!!
Pensar em periodização de treino é pensar também em princípios de treinamento. E quando se fala em princípios de treinamento temos em mente que são as primeiras coisas que devem ser levadas em consideração para a objetivação eficaz de um programa de treino. Para isto, eu tenho utilizado um autor bastante interessante, que retrata de modo simplificado, a importância da consideração destes princípios.
Maglischo (1999) cita que, para que um programa de treinamento possa ser bem sucedido deve-se levar em consideração os seguintes princípios:
1- Adaptação;
2- Sobrecarga;
3- Progressão;
4- Especificidade.
Todos estes princípios devem ser levados em consideração em quaisquer tipo de treinamentos para esporte de rendimento. Mas o que isto quer dizer?
Quer dizer que, para que o atleta consiga participar de uma prova dentro de sua capacidade máxima, este atleta deve seguir cada etapa dos princípios de treinamento para ter um êxito positivo em suas provas.
Mas o que são estes princípios?
Simplificadamente são os processos pelos quais o atleta em treinamento deve obedecer para alcançar as metas traçadas.
E como treinar sob estes princípios?
Alguns autores citam que a individualidade biológica faz parte dos princípios de treinamento. De fato deve-se considerar as características genéticas dos atletas para cada determinada preparação. Isto é fundamental para quem está iniciando em qualquer esporte. Mas o princípio da adaptação pode se encarregar em parte na construção de um atleta para determinado tipo de prova.
Ao se iniciar uma prática esportiva, ou então, quando se aumenta a demanda do treino, acontece o princípio da adaptação, que como o próprio nome já diz, é o processo de adaptação do organismo a determinada carga de estresse (seja ele fisiológico, metabólico, psicológico, entre outros). Durante este processo de adaptação deve ocorrer:
- a criação da necessidade de mais energia com o treinamento;
- o fornecimento adequado de nutrientes para a construção dos tecidos; e
- o descanso adequado para a construção e reparo dos mesmos tecidos.
O próximo passo fica por conta da sobrecarga. No princípio da sobrecarga o atleta deve ser estimulado de modo a superar suas capacidades já adquiridas com o treinamento anterior. Ou seja, os estímulos devem ser superiores aos que já são impostos usualmente. Este princípio tem uma fácil determinação, porém sua aplicação é complexa e pode comprometer todo um trabalho de base, tendo como resultado as conhecidas lesões e o supertreinamento (overtraining).
A sobrecarga continuará a ter validade até o momento do atleta atingir um nível de adaptação a mesma. A partir de então entra o princípio da progressão, que pode interferir tanto na intensidade, como no volume de treino, antes que possa causar uma nova adaptação. A progressão pode ser trabalhada nos aspectos de velocidade de repetições e tiros de treino, ou então na quantidade destas repetições. Pode-se trabalhar este princípio também sobre o intervalo de repouso entre as repetições.
Dentro da progressão podemos citar a continuidade/reversibilidade - simplificadamente são os altos e baixos do treinamento e que possuem extrema importância durante o processo de sobrecarga e progressão. E também a interdependência de volume x intensidade, que possuem valores inversamente proporcionais e vice-e-versa.
Por fim, chegamos ao princípio da especificidade. Este é em minha opinião o mais complexo dos princípios a ser trabalhado durante o processo de preparação de atletas. Digo isto pois, devido a complexidade do ser humano, não é possível estabelecer um único parâmetro para a preparação de uma atleta. No treinamento a especificidade deve incluir três importantes aspectos:
- sistemas de energia;
- fibras musculares;
- velocidades de competição.
Encontrar o equilíbrio entre estas valências é o "X" da questão. Para isto, a relação intrínseca entre treinador e atleta se faz necessária.
Portanto, ao se respeitar estes princípios de treinamento, o atleta conseguirá ter uma melhor perspectiva sobre seus possíveis resultados dentro de uma competição e até sobre um novo tipo de treino. A relação entre técnico e atleta deve ser estreita, pois através do planejamento de um, observa-se o resultado de outro, para assim surgir novas perspectivas.
Acredito que estas novas informações rechearão a cabeças de vocês com dúvidas e esclarecimentos. Vou aguardar as contribuições de vocês, e daqui há 15 dias estarei aqui postando assuntos relacionados ao tema.
Um grande abraço e até mais!
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
PLANILHA DE TREINAMENTO
Prezados,
A partir de hoje, a cada 15 dias aproximadamente, estarei disponibilizando neste blog algumas informações a respeito de treinamento para provas de triatlo, natação, ciclismo e corrida. Eventualmente poderão ser postadas outras informações referentes a competições e outros comunicados, mas a periodicidade será quinzenal.
A participação de vocês será importante, pois através de comentários poderemos construir informações mais sólidas para todos aqueles que tem o interesse em participar de provas de endurance.
Bom, então vamos ao assunto de nosso interesse que é o treinamento esportivo. Atualmente é possível constatar em diversos meios de comunicação a ascensão das provas de corridas de rua, travessias e até mesmo do triatlo - que em minha opinião é pouco divulgado. Mas e o porque disto? Existe algum benefício para os praticantes?
Não entrarei num debate filosófico, político e econômico ligado aos aspectos do esporte. Focalizarei mais a parte da saúde e preparação para a participação em provas deste tipo, o que não caracteriza que debates referentes a estes outros aspectos não possam ser realizados neste blog. Aqui o espaço é livre e toda a contribuição é bem vinda.
Mas voltando aos questionamentos. Sabe-se que as atividades físicas com predominância da utilização do sistema aeróbico contribuem de forma positiva para a saúde do praticante. Resumidamente, ao se praticar atividades aeróbicas, devido a predominância oxidativa do sistema energético utilizado ocorre uma maior queima de gorduras, além de favorecer na irrigação sanguínea da musculatura utilizada. Também posso citar o melhor funcionamento do sistema endócrino, além de outros benefícios sociais e culturais que a pratica esportiva sistematizada pode oferecer.
De forma simples é realmente isto que acontece no organismo do praticante, ou seja, ele perde massa gorda, ganha massa magra, melhora a atividade cardiorespiratória, consequentemente melhora sua saúde. Parece um remédio milagroso, mas alguns cuidados são necessários para que esta prática torne-se algo prazeiroso e não acarrete problema futuros.
A primeiro coisa que o futuro praticante precisa fazer são os exames clínicos necessários. A idéia é saber como seu organismo está se comportando atualmente, e identificar possíveis alterações que possam causar transtornos futuros. Após este check-up inicial, o próximo passo é buscar orientação especializada, de preferência de profissionais da Educação Física que recebem em sua formação suporte técnico necessário para planejar suas atividades com responsabilidade.
A partir deste encontro com o seu técnico é que entra o planejamento das atividades. A identificação dos objetivos é que vai definir a sua planilha de treinos. Por exemplo, se o seu objetivo for participar de uma prova de short triathlon, o profissional de Educação Física montará um treino dentro de suas possibilidades. Para isto, tempo, disposição e disciplina são fundamentais para o sucesso do programa.
Abaixo segue uma tabela de exemplo de organização de treinos durante um mesociclo (clique na tabela para melhor visualização):

A partir de hoje, a cada 15 dias aproximadamente, estarei disponibilizando neste blog algumas informações a respeito de treinamento para provas de triatlo, natação, ciclismo e corrida. Eventualmente poderão ser postadas outras informações referentes a competições e outros comunicados, mas a periodicidade será quinzenal.
A participação de vocês será importante, pois através de comentários poderemos construir informações mais sólidas para todos aqueles que tem o interesse em participar de provas de endurance.
Bom, então vamos ao assunto de nosso interesse que é o treinamento esportivo. Atualmente é possível constatar em diversos meios de comunicação a ascensão das provas de corridas de rua, travessias e até mesmo do triatlo - que em minha opinião é pouco divulgado. Mas e o porque disto? Existe algum benefício para os praticantes?
Não entrarei num debate filosófico, político e econômico ligado aos aspectos do esporte. Focalizarei mais a parte da saúde e preparação para a participação em provas deste tipo, o que não caracteriza que debates referentes a estes outros aspectos não possam ser realizados neste blog. Aqui o espaço é livre e toda a contribuição é bem vinda.
Mas voltando aos questionamentos. Sabe-se que as atividades físicas com predominância da utilização do sistema aeróbico contribuem de forma positiva para a saúde do praticante. Resumidamente, ao se praticar atividades aeróbicas, devido a predominância oxidativa do sistema energético utilizado ocorre uma maior queima de gorduras, além de favorecer na irrigação sanguínea da musculatura utilizada. Também posso citar o melhor funcionamento do sistema endócrino, além de outros benefícios sociais e culturais que a pratica esportiva sistematizada pode oferecer.
De forma simples é realmente isto que acontece no organismo do praticante, ou seja, ele perde massa gorda, ganha massa magra, melhora a atividade cardiorespiratória, consequentemente melhora sua saúde. Parece um remédio milagroso, mas alguns cuidados são necessários para que esta prática torne-se algo prazeiroso e não acarrete problema futuros.
A primeiro coisa que o futuro praticante precisa fazer são os exames clínicos necessários. A idéia é saber como seu organismo está se comportando atualmente, e identificar possíveis alterações que possam causar transtornos futuros. Após este check-up inicial, o próximo passo é buscar orientação especializada, de preferência de profissionais da Educação Física que recebem em sua formação suporte técnico necessário para planejar suas atividades com responsabilidade.
A partir deste encontro com o seu técnico é que entra o planejamento das atividades. A identificação dos objetivos é que vai definir a sua planilha de treinos. Por exemplo, se o seu objetivo for participar de uma prova de short triathlon, o profissional de Educação Física montará um treino dentro de suas possibilidades. Para isto, tempo, disposição e disciplina são fundamentais para o sucesso do programa.
Abaixo segue uma tabela de exemplo de organização de treinos durante um mesociclo (clique na tabela para melhor visualização):

Através desta planilha fica fácil para o praticante se organizar perante suas tarefas. A questão fica por conta de como o mesmo fará para encaixar estas atividades no seu dia-a-dia.
Por enquanto, apenas com essas informações o atleta iniciante pode se organizar perante seus treinos. Na próxima postagem explicarei melhor como funciona cada um destes treinos e a importância da periodização.
Vou deixar um vídeo para que aqueles que ainda não conhecem o triatlhon possam ter uma idéia do que representa um treinamento sistematizado para se atingir determinado objetivo. Abraço a todos e bons treinos!
Por enquanto, apenas com essas informações o atleta iniciante pode se organizar perante seus treinos. Na próxima postagem explicarei melhor como funciona cada um destes treinos e a importância da periodização.
Vou deixar um vídeo para que aqueles que ainda não conhecem o triatlhon possam ter uma idéia do que representa um treinamento sistematizado para se atingir determinado objetivo. Abraço a todos e bons treinos!
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
FELIZ ANO NOVO!
Prezados amigos, colega, leitores...
Aproveito esta oportunidade para desejar a todos um feliz 2009 repleto de realizações.
Ano que vem teremos muito a fazer e a melhorar, conto com todos nesta empreitada.
Abraço a todos e sucesso sempre!
Aproveito esta oportunidade para desejar a todos um feliz 2009 repleto de realizações.
Ano que vem teremos muito a fazer e a melhorar, conto com todos nesta empreitada.
Abraço a todos e sucesso sempre!
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
FIM DE ANO
Esse período de festas é algo que pode atrapalhar a preparação de indivíduos que almejam participar de competições no início do próximo ano.
O primeiro complicador fica por conta das próprias datas festivas, isto porque ninguém deve deixar de lado a parte social da vida - esta que inclui a família, amigos e outros parentes. São praticamente quatro dias (véspera e a própria data festiva) que o indivíduo deixa de seguir sua disciplina para dar atenção a outros interesses.
O segundo complicador é a quantidade de alimentos ingeridos neste período. Diversos tipos de carboidratos, carnes gordas, entre outras delícias que estão a disposição para serem degustados sem o menor pudor.
Mas o que há de mal nisto? Simplesmente não há mal algum.
Além da dedicação durante o ano todo, independente de seus objetivos, você suou, cansou-se, recuperou-se, e começou tudo de novo. Então você merece este descanso, ok?!?
Agora, se o objetivo é participar de provas no início do próximo ano, a sugestão é ficar atento com o que você come (não exagere, apesar das delícias estarem a sua frente) e não parar de treinar. A dica fica por conta da redução do volume de treino, que pode ser tanto os dias da semana, quanto o tempo do treino.
Sabe-se que são quatro dias "festando", então reduza um dia a menos de treino na sua semana. Ou faça, o que na minha opinião é o mais difícil, que é treinar minutos a menos durante este período. Desta forma, sua performance não se perde por completo, pois o organismo se adapta conforme a necessidade. Alguns autores afirmam que uma pessoa treinada que fica apenas um dia sem treinar, perde três dias de treinos realizados. Este é um dos princípios da adaptação...
Falarei mais sobre os princípios de treinamento na próxima postagem... Lembrem-se que ainda temos esta semana para treinar conforme nossas planilhas, pois as duas próximas semanas as festas de fim de ano dominarão, rs!
Abraço a todos!
O primeiro complicador fica por conta das próprias datas festivas, isto porque ninguém deve deixar de lado a parte social da vida - esta que inclui a família, amigos e outros parentes. São praticamente quatro dias (véspera e a própria data festiva) que o indivíduo deixa de seguir sua disciplina para dar atenção a outros interesses.
O segundo complicador é a quantidade de alimentos ingeridos neste período. Diversos tipos de carboidratos, carnes gordas, entre outras delícias que estão a disposição para serem degustados sem o menor pudor.
Mas o que há de mal nisto? Simplesmente não há mal algum.
Além da dedicação durante o ano todo, independente de seus objetivos, você suou, cansou-se, recuperou-se, e começou tudo de novo. Então você merece este descanso, ok?!?
Agora, se o objetivo é participar de provas no início do próximo ano, a sugestão é ficar atento com o que você come (não exagere, apesar das delícias estarem a sua frente) e não parar de treinar. A dica fica por conta da redução do volume de treino, que pode ser tanto os dias da semana, quanto o tempo do treino.
Sabe-se que são quatro dias "festando", então reduza um dia a menos de treino na sua semana. Ou faça, o que na minha opinião é o mais difícil, que é treinar minutos a menos durante este período. Desta forma, sua performance não se perde por completo, pois o organismo se adapta conforme a necessidade. Alguns autores afirmam que uma pessoa treinada que fica apenas um dia sem treinar, perde três dias de treinos realizados. Este é um dos princípios da adaptação...
Falarei mais sobre os princípios de treinamento na próxima postagem... Lembrem-se que ainda temos esta semana para treinar conforme nossas planilhas, pois as duas próximas semanas as festas de fim de ano dominarão, rs!
Abraço a todos!
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
EM FALTA
Prezados,
Sei que estou em falta com as atualizações sobre treinamento e/ou participações em competições, mas em breve estarei organizando sistematicamente a preparação para uma competição de triathlon.
Caso vocês tenham dúvidas, bastam postá-las neste blog, pois terei o maior prazer em respondê-las.
Abraço a todos e até breve!
Sei que estou em falta com as atualizações sobre treinamento e/ou participações em competições, mas em breve estarei organizando sistematicamente a preparação para uma competição de triathlon.
Caso vocês tenham dúvidas, bastam postá-las neste blog, pois terei o maior prazer em respondê-las.
Abraço a todos e até breve!
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